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Tulio Lazarini - Bloguédias da (minha) vida privada Milagres do Google Analytics Uso o Analytics para saber um pouco mais sobre as pessoas que vêm me visitar. Durante essa semana, aumentou bastante a procura pelo nome 'Tulio Lazarini', em suas variações mais esdrúxulas. Vejam alguns dos search terms usados no Google para chegar até este mísero blog:
E mais tuliuo.lazarini, tulio lazarine bolg, digitado errado mesmo, etc, etc... estou com a impressão de que algum semianalfabeto digital, incapaz de guardar o endereço deste blog num favoritos da vida, esteja desocupado e muito interessado no que eu escrevo - e o bípede em questão precisa lançar mão do Google para achar este espaço, digitando a cada hora um conjunto diferente de palavras. Pelos termos de pesquisa (mal) digitados, é provável que seja aquele macaquinho pintor da novela das sete. Espero que este meu novo leitor esteja se divertindo com minhas aventuras recentes, caso consiga lê-las e entendê-las. Outra coisa bacanérrima é que, a cada dia que passa, mais e mais pessoas digitam "Esave" e caem de pára quedas neste espaço. Puxa vida, se mais pessoas lerem minhas peripécias, acho que conseguiremos, de uma vez por todas, mudar a cara quadrilheira das concessionárias de veículos do Distrito Federal. Escrito por Tulio às 15h38 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Fotos do carro Ei-las, para quem as queria ver (clique sobre a foto em miniatura para abrir uma versão em resolução maior): Escrito por Tulio às 13h05 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] A novela acabou: o melhor capítulo é o último... Segunda-feira, 26 de outubro de 2009. Não passava de vinte para as dez da manhã quando cheguei à Esave Aeroporto. Aeroporto? Sim senhores, sou obrigado a abrir um parêntese: apesar de ter comprado o carro na colônia do Taquari, a entrega é feita sempre na metrópole – se o dono exigir a entrega na filial, é capaz do carro, que era zero, vir rodando e ser entregue com o pneu sujo. Para não criar caso, fui eu mesmo até o aeroporto para pegar o Punto. Me apresentei para a simpática Luana, recepcionista da entrega de veículos, e ela me perguntou se eu tinha efetuado o pagamento. Aquela pergunta não me surpreendeu, e lhes digo porquê: na quinta-feira anterior, dia 22, o vendedor havia me instruído a fazer um depósito só, contemplando o valor do carro, o emplacamento e a diferença de valor da placa reflexiva – meia hora após conversarmos, fiz o depósito, identificado com meu CPF, do valor correspondente na conta da concessionária no Banco do Brasil, e em seguida enviei um fax com o comprovante para o vendedor. Como o departamento financeiro fica na matriz, e não há comunicação entre colônia e metrópole, o dinheiro ficou lá, aguardando identificação... desorganizado, né? Como já esperava contratempos, levei na minha pasta um mini-dossiê, com todos os documentos e papéis do carro, e lá estava o comprovante, a nota de negociação, a discriminação dos valores, tintim por tintim. Subimos no departamento financeiro, resolvemos a pendência e resolveram, daí, botar a placa no carro – vejam os senhores que, ao chegar, o carro estava sem placa, porque em tese eu não tinha efetuado o pagamento. Esperamos o rapazote da placa chegar. Ele chegou, fez seu serviço (não foi revisado por ninguém) e foi-se embora. Instantes depois, veio outro rapazote, para oferecer película. Disse-lhe que não. Ele insistiu, dizendo que era bom colocar película na própria concessionária, pois não afetava a garantia do carro. Perguntei a ele quais eram as implicações de se colocar película em outro local, e em que parte da garantia limitada da Fiat Automóveis S/A se dizia que não era permitido instalar aquele acessório no vidro – ele, como não soube me responder, mudou a estratégia e passou a vangloriar-se de uma pretensa qualidade superior do produto dele. Respondi-lhe com um “não, obrigado” definitivo, imutável, pétreo. O rapazote baixou a guarda e deu-se por vencido. Algum tempo depois, apareceu o moço Leonardo, e no seu cartão de visitas dizia “Entrega Técnica de Veículos”. Ele abriu o carro, e deu a metralhar informações sobre o carro. Mal o tiroteio começou, apontei para os tapetes do carro, com ar de indignação. Eram tapetes de borrachão, aqueles de Fiat 147. Disse-lhe que o combinado com o vendedor, e com o gerente do vendedor, é que eu receberia tapetes de carpete, e não aqueles! Ele viu e reviu o pedido, olhou e reolhou, ligou para o gerente, confirmou a informação – enquanto isso, arranquei os quatro tapetes de borracha e joguei-os no meio da recepção. O rapaz conseguiu confirmar o combinado, e foi procurar, na seção de acessórios, o tapete com apliques em carpete. Ou seja, mais uma vez ficou clara a desorganização dessa gente. Um bom tempo depois, lá vem ele, com os tapetes corretos em mãos – nesse meio tempo, tive a oportunidade de olhar cada arremate, cada detalhe da carroceria e do interior. Assim que ele colocou os tapetes certos, apontei-lhe duas questões a corrigir: um risco sujo na lateral do pára-choque traseiro, e uma questão de montagem nos faróis auxiliares dianteiros. Ela apressou-se a pegar o carro e levar ao setor responsável, para correção. Enquanto esperava (mais uma vez esperar, e esperar, e esperar...), fiquei matutando sobre o que vi: um monte de plásticos não retirados, o banco do motorista ainda coberto, fiapos e mais fiapos grudados no veludo, sequer um aspiradorzinho eles tiveram a coragem de passar por dentro. Que esculacho. Se com carro novo eles são assim, imagine o lixo que deve ser a oficina. Bom tempo depois, volta o Punto, com a sujeira do pára choque eliminada (com umas pinceladas de politriz) e com uma explicação inaceitável para o desalinhamento de montagem dos neblinas: “senhor, é assim mesmo, todos os demais Puntos estão do mesmo jeito...” ok, todos os Puntos estão sendo montados incorretamente; o que não tem remédio, remediado está. Veio o tal do Leonardo, enfim, me explicar tudo sobre o carro – tudo o que eu já sabia, pois já tinha lido e relido o manual do carro e estava maluco para ir embora daquele lugar. Finda a tortura, ele me apresentou para o Rafael, outro rapazote – o Valmir Amaral gosta de contratar garotos imberbes – que trabalha na oficina. Apressou-se a ser simpático, dizendo que me esperaria para a primeira revisão. Não quis dizer-lhe para esperar sentado, primeiramente para não parecer rude, e em segundo lugar porque sentar não vai adiantar – é melhor deitar mesmo, porque não apareço lá nunca mais em toda minha vida. Recebi uma carteirinha, com um documento provisório, uma guia de seguro obrigatório, e vários manuais e certificados do carro. Agradeci (sic), montei no carro e fui até o posto mais próximo, pois o carro me foi entregue com pouco menos de quatro litros de combustível no tanque. Pedi à simpática frentista que enchesse até o automático, e lá se foram 56 litros de álcool, à estapafúrdia quantia de R$ 1,97 cada litro – deve ser o maior preço de todo o Brasil. Voltei para o trabalho. (…) Terça-feira, 27 de outubro. Me deu na veneta consultar a situação do carro no DETRAN-DF. O seguro obrigatório estava lá, constando como pendente de pagamento. Na nossa negociação, tinha ficado por conta da concessionária pagar o licenciamento, o seguro obrigatório e o IPVA. Passei a mão no telefone e liguei para despachante da concessionária. Por favor, aboletem-se melhor em suas cadeiras para ler o diálogo a seguir:
Blam, telefone na cara do despachante. Peguei a guia, paguei imediatamente pela internet, imprimi o comprovante, escrevi um monte de desaforos logo abaixo dele e mandei por fax para o vendedor. Tentei consultar o IPVA, sem sucesso, para fazer o mesmo. Uma pena. E segue o enterro. (…) Quarta-feira, 28 de outubro. Pela manhã, vejo no identificador de chamadas do celular um número da Esave me ligando. Atendi, já com os nervos à flor da pele, e descobri que era uma mocinha oferecendo seguros. Perguntou se o carro já tinha seguro, etc. Respondi-lhe que sim e ela começou a querer assuntar, com qual banco, por qual valor, etc. Interrompi a conversa dizendo: “senhorita, meu carro já tem seguro, não estou interessado em nenhum produto da Esave, passar bem”. Desliguei. Pouco depois, outro telefonema da Esave. Era o imberbe Fernando, o vendedor, que se dizia indignado com as palavras que havia lhe dirigido por fax. Disse-lhe muitas outras pelo telefone, e dei um vexame homérico: pus-me a gritar , xingar e berrar no telefone com o incompetente do vendedor. Onde já se viu engavetar guias de pagamento, entregar o carro com ônus para os clientes? O Valmir Amaral tem dinheiro para helicóptero, para fazer coleção de carros antigos, mas não tem para pagar as obrigações que assume com os clientes? O vendedor me disse que, em todas as concessionárias de Brasília, as guias são engavetadas até o vencimento. De pronto respondi que essa era uma prática absurda, dentre tantas outras que se vê por aqui – numa concessionária paulista nunca se observaria a prática de procrastinar essas providências. Mas, já que a concessionária é preguiçosa e não quer pagar imediatamente, não há problema algum: pago eu imediatamente, e no vencimento a concessionária me ressarce. Ele disse que ia conversar, ver o que conseguia, etc, etc, e desliguei. Após desligar, as pessoas no Banco estavam olhando pra mim, achando curioso minha reação: puxa, o Tulio é um cara tão calmo, equilibrado, cordato, conciliador... se ele estava gritando e xingando o pessoal da concessionária, algo muito grave tinha acontecido. Tomei uma água com açúcar. E segue o enterro. (…) Quinta-feira, 29 de outubro. Enfim, a guia de IPVA estava disponível para impressão e pagamento. Imprimi, entrei na internet, paguei e mandei um fax para a concessionária (do Taquari), avisando que o pagamento tinha sido realizado e informando a conta para reembolso do valor, quando chegasse o vencimento. Não sabia eu : como resultado da esfrega do dia anterior, o Fernando realmente conversou com o despachante, que apressou-se a imprimir também a guia de IPVA e também fez o pagamento. Durante a tarde, fui avisado pela concessionária da duplicidade de pagamento e falei com meu gerente no banco para tentar cancelar o pagamento que eu havia feito. Mas não teve jeito: uma vez pago, tá pago. Paciência. Semana que vêm, vou à SEFAZ e solicito o reembolso. O telefone toca, é a Esave. Uma moça me liga, dizendo que era da área de qualidade do pós-venda. Qualidade? Pós-venda? Minha cabeça latejou. Queria saber se estava satisfeito com o veículo e com a entrega. Disse a ela que lesse o meu blog, para saber o que eu acho da Esave, e que de preferência nunca mais ninguém da concessionária me ligasse. Sem entender nada, ela agradeceu e desligou. E segue o enterro. (…) Sexta-feira, 30 de outubro. Enfim, o valor do IPVA está baixado na Secretaria da Fazenda. Liguei na central de atendimento 156 e consultei a duplicidade de valor: está lá, pelo telefone a atendente me disse que o sistema da fazenda distrital já detectou o pagamento duplo. Para me ressarcir, basta levar um requerimento e cópias de alguns documentos. Fui até a delegacia da receita, na 513 Norte, e lá encontrei mais de duzentas pessoas com senhas na mão – era o último dia para aderir a um programa de renegociação de dívidas, em péssimo momento para requisitar ressarcimentos. Fiz meia volta. Volto na semana que vêm, e resolvo de vez isso. O carro? Ah, sim, o Fiat Punto é uma delícia. Um show de carro, só dirigindo para sentir. Afinal, deveria haver algo bom nessa epopéia toda, hehe!
Escrito por Tulio às 19h03 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] A novela acaba segunda
Ainda mais constatando que a Esave é boa vendedora de Fiorino e Uno Mille. Quando comprei o carro, me ofereceram frisos, tapetes, emplacamento, IPVA e seguro obrigatório. Vamos percorrer os itens:
Por favor, não tenho absolutamente nada contra o Mille ou o Palio. Optei por pagar um pouco mais para ter um carro que a própria Fiat Automóveis classifica como hatch premium - e, portanto, é de se exigir que os acessórios acompanhem o restante da proposta do carro. Se fosse para ter friso de plástico preto e tapete de borracha, teria comprado um Palio, pô! Mas o Seu Valmir Amaral quer economizar, para poder comprar mais um carro antigo. Esave nunca mais - com uma concessionária assim, não era pra se ficar de cabelo em pé? Escrito por Tulio às 14h37 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Minhas peripécias na Esave Taquari
Na semana seguinte (28 de agosto), fui até a Esave Taquari para fechar negócio e encomendar o carro, já que nem por milagre se encontra em estoque um carro com as características e acessórios que eu desejava. Por azar, o Fernando não estava trabalhando, pois nas vésperas ele tinha retirado sei lá quantos cisos. Acabei fechando o negócio com o gerente dele, o Rodrigues - eu também gostaria de ser chamado de Lazarini se meu primeiro nome fosse Desidério. No ato da encomenda, eu e o Rodrigues ratificamos todas as condições negociais que o Fernando havia me oferecido na semana anterior. Uma delas mudou – o uso do cartão de crédito para pagar parte do carro, limitadíssimo – mas todas as demais condições estavam ok, especialmente quanto ao prazo: me foi dito pelo vendedor, e ratificado pelo gerente, que seria possível conseguir o carro em aproximadamente 30 dias, ressalvada a eventual possibilidade de chegada no início de outubro, portanto com IPI um pouco maior. A agilidade da entrega, segundo eles, estava fundamentada na possibilidade de fazer uma operação de “variabilidade”, através da qual seria possível à concessionária transformar o pedido de um Punto Sporting, já previamente aceito pela fábrica, em um Punto HLX com as características que eu pedi. Disse-lhe que não estava muito preocupado com o prazo, já que tenho meu querido Pimentinha para andar por aí, mas o que me inquietava era a variação do IPI e a incerteza do preço: entra mês, a alíquota sobe. Por se tratar de um carro encomendado, eu não me importava em pagar a diferença de 1,5% a mais do mês de outubro, mas não concordaria em aguardar muito mais que isso, sob pena de pagar um preço incompatível com a aquisição de um carro 2009/2010 – se fosse para esperar muito, que então virasse o ano para ter um carro 10/10, ainda que com IPI cheio. Considerando o prazo curto ofertado pelo vendedor e pelo gerente, a mais absurda hipótese seria a do carro chegar em meados de outubro - quarenta e cinco dias e um degrau adicional de 1,5% no IPI, que me pareciam razoáveis. Paguei o sinal no ato da encomenda e saí da Esave Taquari muito contente. Enfim, carro novo! Deste dia em diante, fez-se um silêncio sepulcral. Uma vez o negócio fechado, não recebi mais nenhuma ligação, nem do vendedor Fernando, nem do gerente dele, o Rodrigues . De tempos em tempos, ligava eu na concessionária para saber a quantas andava o pedido, e o Fernando sempre me dava informações positivas, que sinalizavam para o cumprimento do combinado. Eu não ligava lá todos os dias – uma vez por semana, uma a cada dez dias, e recebia informações felizes. Até que contatei o Fernando nesta fatídica segunda-feira, dia 05 de outubro. Quando liguei nesta segunda, pela manhã, para saber se o carro já tinha chegado, subi o tom da minha cobrança – afinal, já estava pagando mais caro pelo carro, graças ao primeiro aumento de IPI – e o Fernando me disse que falaria com o gerente dele, dando retorno em seguida. No meio da tarde, recebi (alvíssaras!) o primeiro retorno do Fernando em toda a história da encomenda, e fui finalmente informado de que meu pedido estava programado para... novembro. Novembro, novembro, novembro... Como assim, novembro? Ele me disse (na clara tentativa de contornar a questão) que a – culpada! – Fiat tinha uma provável falta de peças, excesso de pedidos, e que em face disto não seria possível entregar o carro antes. Pedi, cordatamente, o número do pedido fabril e disse-lhe que buscaria esclarecimentos junto à Fiat para saber que peças estavam faltando e se haveria alguma possibilidade de agilização. Antes de desligar, disse-lhe que não concordaria, em hipótese alguma, com mais um adicional de 1,5% do IPI (o 'degrau' extra de novembro), e que ele buscasse os meios ao seu alcance, dentro da concessionária, para agilizar o pedido. Ato contínuo, liguei para o telefone de atendimento a clientes da Fiat, 0800-707-1000, e falei com a atendente. Aqui entram alguns detalhes muitíssimo interessantes (alô, Fiat, muita atenção para o que eu vou escrever): a coitada que atende o telefone é de uma empresa terceirizada, com acessos super limitados aos sistemas da Fiat, sem nenhum acesso à fábrica, sem nenhum contato com a montadora e com um mero script de atendimento a seguir. Quando eu disse à atendente do que se tratava (pedido atrasado), ela acessou o script padronizado para essa situação, que serve única e exclusivamente para me direcionar de volta à concessionária. Ela limitou-se a abrir uma ocorrência (acho que a sigla usada por eles é 'RCA') diretamente direcionada à Esave, e me informou que cabia à concessionária me prestar as informações. Disse a ela, em vão, que eu queria um posicionamento da Fiat Automóveis, não da Esave! Tentei, a seguir, usar o link 'Fale Conosco' disponível no site da Fiat na internet, e fiz referência à ocorrência aberta na central de atendimento telefônico. Adivinhem vocês o que o e-mail de resposta me disse: "A Esave me daria as informações solicitadas"! Insisti mais uma vez pelo Fale Conosco web, também sem sucesso. Ainda não satisfeito, peguei o telefone da Fiat Automóveis lá de Betim (MG), e passei por um monte de telefonistas, até chegar no Sr. Sebastião Sobrinho, supostamente responsável pelo relacionamento com clientes da região Centro Oeste. Quando as telefonistas tentavam me transferir para ele, o telefone chamava, chamava, chamava... até cair. Homem ocupado (muitos clientes furiosos), ou fora do escritório. Portanto, cheguei à triste conclusão de que a Fiat não tem qualquer relacionamento verdadeiro com o cliente e ponto final. Nem ombudsman a fábrica possui. Se sua consulta não puder ser solucionada pelo script dos terceirizados, pode esquecer, a Fiat Automóveis do Brasil não tem nenhum outro canal alternativo de contato. Game over. Na quarta (07), entrava a noite quando me ligou a Michelle, supervisora de vendas da Esave Veículos, exatamente em virtude da ocorrência aberta via call center. Aí sim, notei que a Esave Aeroporto (matriz) é uma concessionária de veículos absolutamente diferente daquela província capataziada pelo Sinhô Rodrigues. Com toda a paciência e profissionalismo do mundo, ela me explicou, tintim por tintim, todo o processo pelo qual passou o pedido do meu carro, e ficou patente a omissão da filial do Taquari em me informar sobre o andamento da encomenda. Para se ter uma ideia, já no dia 11 de setembro a concessionária tinha a aprovação do pedido pela Fiat – portanto, a partir daquela data estava definitivamente sepultada a possibilidade da tal “variabilidade” do Sporting – e alguns dias depois já aparecia, nas telas de consulta, a previsão de faturamento do veículo apenas para o dia 27 de outubro de 2009. A pergunta extremamente desconfortável, que corou as bochechas da Michelle e ficou no ar, foi: "se a informação estava o tempo todo disponível, porque a Esave Taquari, nas pessoas do Sr. Fernando e do Sr. Rodrigues, não entrou em contato comigo para me comunicar do andamento da encomenda, e do potencial descumprimento do prazo combinado?" O côro das bochechas dela me faz crer que tenha sido por um desses três motivos: falta de vontade (preguiça), falta de treinamento (incapacidade) ou falta de transparência (indignidade). Ou uma salada disso tudo. Está aí feito o imbróglio. Sinceramente, não desisti ainda da compra desse carro porque a Michelle, a parte competente da Esave, virou o jogo: me prestou um atendimento digno e fez um ótimo trabalho na encomenda – a organização dela é exemplar. O fato é que tenho ainda mais alguma espera pela frente (fazer o quê?), e ainda hei de dar com meus costados na Capitania do Taquari, para tentar descobrir, antropologicamente falando, se o vendedor e seu respectivo capataz tem falta de disposição, capacidade ou decoro. E você, amigo leitor, quer comprar Fiat aqui em Brasília? Vá até a CVP, em Taguatinga, que me foi bem recomendada. Se quiser comprar na Esave, vá na matriz do Aeroporto – no Taquari, vá ver parte dos exemplares da Esave Collection lá expostos e não deixe de tomar o café, que é excepcional; quando terminar a visita, vire as costas, não dê bom dia nem para o Rodrigues, nem para o Fernando, e vá embora.
PS: A título de ilustração, a Esave Veículos é apenas mais uma das empresas do Grupo Esave, ladeado pelo Grupo Amaral, presidido pelo Sr. Valmir Antônio Amaral, ilustríssimo Senador da República. Na área de transportes, o Grupo Amaral é formado pela Empresa Santo Antônio (ESA), Veneza, Transprogresso, Viva Brasília, Rápido Planaltina, Rápido Brasília, Expresso Capital, Rota Federal, Rápido Girassol e Esat-Táxi Aéreo. Sou suspeito para falar da Rápido Brasília, que me traz para o trabalho todos os dias, enlatado como sardinha, no 513, por R$ 3 a roletada. Eu quero mesmo é grifar a atuação brilhante da Rápido Planaltina, que traz os cidadãos de Planaltina de Goiás de pé, espremidos em seus decenários e defectivos Scania 113, pelo módico valor de R$ 4,25. A minha diarista mora lá. Até greve de fome o prefeito já fez, para tentar acabar com o monopólio do Sr. Valmir Amaral, sem lograr êxito até agora. Dureza... Escrito por Tulio às 11h49 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] God Put a Smile on My Face
Escrito por Tulio às 14h27 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Pausa para Reflexão ₢ 2009, Caco Galhardo Corporation. Qualquer semelhança com a vida real é uma puta coincidência. Escrito por Tulio às 16h21 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Tulio Lazarini talks to himself show [5] TL – Seu prato predileto. Tulio – Um prato fundo e bem cheio (risos)! Na verdade, eu gosto muito de comer, e como praticamente de tudo, mas com moderação. Mas há coisas que nunca dispenso: pizza, omelete, laranja paulista, sobrecoxa assada e algumas coisinhas mais... TL – Sua música favorita. Tulio – Não há uma apenas. Esses dias, estava penando para conseguir preencher um MP3 com 2Gb de capacidade com o absolutamente essencial, e quase não consegui. Sou roqueiro desde que me conheço por gente, só fui migrando de modalidades com a maturidade. Gosto muito de Who, Cult, Smiths, Deep Purple, Foo Fighters, Iron, Metallica, essas coisas. Tenho apreço especial por algumas bandas brazucas, como a lendária Legião, Ira!, Ultraje, Inocentes, Plebe... sei lá. Mas se é pra citar uma em especial, gosto de Another Round, do Foo Fighters. TL – Uma cor. Tulio – Vou ficar com o vermelho. É a cor do amor, do sangue, das rosas, da Ferrari, uma das cores da bandeira italiana, do Pimentinha... TL – Um lugar especial. Tulio – Olha, um lugar que me traz um clima bastante especial é Campos do Jordão, em São Paulo. Estive muito rapidamente lá nas férias de 2000, e adoraria voltar para lá, muito bem acompanhado. Outro lugar que adoraria visitar novamente é o Rio Grande do Sul, em especial a região serrana, que é maravilhosa. Fui apenas uma vez, e a visita foi muito tumultuada; na próxima ida, adoraria ir com mais tempo, para fazer as coisas que gostaria de fazer lá, como apreciar um fondue, visitar vinícolas, conhecer o museu da ULBRA, etc. TL – Um momento especial da sua vida. Tulio – O primeiro beijo, acho que a gente nunca esquece, rs! TL – Uma recordação marcante da sua infância. Tulio – Acho que a coisa mais marcante da minha infância foi quando eu ganhei uma BMX Pantera dos meus pais. Eu queria muito ter aquela bicicleta, e quando ela estava lá, montada bem na minha frente, com aqueles pneus balão vermelhos, quase não acreditei. Foi realmente genial. TL – Uma recordação marcante da sua adolescência. Tulio – Me lembro que tínhamos uma banda de garagem, e em 1995 fizemos uma apresentação na Semana Cultural da escola em que estudávamos. Eu não tocava nada, mas cantava relativamente bem, e curtia muito esse lance de fazer um som com meus amigos. A gente vivia Seattle, era o auge do grunge, a gente ainda estava meio órfão do Renato Russo, país em transformação... acho que aquela geração se sentia meio no centro do mundo, vendo tudo mudar às vésperas do terceiro milênio. Acho que foi uma época magnífica, a geração dos caras pintadas, a geração pós-punk. Tenho orgulho de ter vivido aquele momento tão bacana. TL – Uma frase. Tulio – Uso sempre a frase "Quis custodiet ipsos custodes" para assinar meus e-mails, e acho que nenhum dos meus contatos foi atrás para saber o que significa. É uma frase em latim, formulada originalmente nas Sátiras de Juvenal, e se traduzida ao pé da letra ficaria "Quem custodiará os custodiadores". O termo custodiador fica sem sentido em português - é mais conveniente traduzir como guardas, vigilantes. Mostra minha constante inquietação com o uso do poder pelas pessoas que são incumbidas de zelar pela sociedade, e que podem fazer mau uso desse poder - nestes casos, quem guardará os guardas? TL – Um autor. Tulio – Estive lendo recentemente Fiódor Dostoiévski, que tem um estilo encantador de nos envolver com a intensa psiquê de seus personagens, incrivelmente reais, sem máscaras e falsos pudores. Mas o que realmente me entretêm são os livros do Reinaldo Azevedo, um dos poucos blogueiros e escritores brasileiros que ainda tem a coragem de dizer o que pensa, e porquê pensa daquela maneira. A imprensa brasileira se comporta como uma verdadeira claque do governo, e o Reinaldo vêm sempre oferecendo um contraponto interessante. O modo como escreve me agrada muitíssimo, sem dúvida nosso novo Nelson Rodrigues. TL – Um filme. Tulio – Cidade dos Anjos. Marcante, mostra o amor como eu acredito. Sem limites, onde tudo vale a pena. TL – Seu hobby. Tulio – O principal é o antigomobilismo. Adoro carros antigos. A bem da verdade, gosto de antiguidades em geral. Se você me levar a um museu, ou a um antiquário desses que se encontra nos centros das capitais tradicionais do país, vou passar a tarde toda me divertindo. É engraçado ver um aquariano gostar dessas coisas - geralmente, dizem que os aquarianos vivem com os olhos no futuro, e que somos fundamentalmente progressistas, mas apesar de gostar bastante de ciência, tecnologia e um pouco de futurologia, tenho especial apreço por objetos e coisas que nos ajudem a preservar nossa história.
Escrito por Tulio às 18h49 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Vivendo sem limites Meus pais me educaram. Verdadeiramente, à "moda antiga". Quando fazia alguma coisa em desacordo com aquilo que eles consideravam correto, eu era severamente castigado, e aprendi desde cedo que toda ação tem consequências - se estas serão boas ou ruins, isso dependia diretamente de mim. Se eu corresse na rua de bicicleta ou tacasse pedra com estilingue na vidraça alheia, apanharia. Se eu tirasse boas notas na escola, fosse obediente e disciplinado, teria reconhecimento e mérito. Aprendi que a verdade é sempre benvinda, mesmo quando dolorosa. Pensando bem, a missão dos meus pais foi me antecipar acerca da lei da ação e reação, desde tenra idade: para cada ação sua sobre o meio, este meio reage sobre você - não apenas como enunciou Newton em sua Terceira Lei, mas especialmente quando falamos das consequências de nossas ações perante nossos amigos, parceiros, família e a sociedade em geral. A punição parental não é masoquismo injustificado de pais doentes, que não amam seus filhos - pelo contrário, é exatamente por amar incondicionalmente que eles preparam os pequenos para a vida, suportando a dor de infligir castigo àquela criaturinha tão amada, por saber que apenas assim eles estarão prontos para viver em uma sociedade que lhes imporá limites. Sou grato aos meus pais por isso - apesar de meu pai e minha mãe serem meus amigos, eles são antes de mais nada meu PAI e minha MÃE, com todos os deveres e responsabilidades que lhes cabem. De uns tempos para cá, cresce a corrente de psicólogos e pedagogos que não acham o que eu acho. Eles acreditam que os castigos, a palmada, a imposição da vontade dos pais gera cidadãos revoltados, transgressores, reprimidos - em suma, cidadãos socialmente desajustados. Essa corrente crescente mudou a cara das escolas brasileiras, afrouxou a educação dada pelos pais aos seus filhos, tirou os adolescentes do mercado de trabalho e, em última instância, foi o lobby que ajudou a construir o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente, cujo teor já comentei e sobre o qual já me mainfestei em posts anteriores, não vou ficar aqui repetindo as palavras do passado. Essa corrente está criando uma geração sem responsabilidades e sem limites. Nunca houve tantos jovens na marginalidade, envolvidos com o crime organizado e lotando centros de 'ressocialização'; nunca houve tantos jovens com escolaridade tão deficiente e um índice tão alarmante de analfabetos funcionais; nunca houve tanta discrepância entre as necessidades do mercado de trabalho e a mão de obra oferecida pelas escolas e faculdades. Acredito que um dos fatores determinantes desse diagnóstico tétrico é o fato desses garotos e garotas terem crescido numa geração onde pode tudo, não hora pra nada, onde não há ordem nem disciplina. Não há quem manda, não há quem obedece - foi-se o tempo em que criança respondona tomava tapa na boca. Acredito que a ideia central era coibir os exageros - afinal, pai, mãe e professor psicopata não se conta com os dedos da mão. Mas a flexibilização foi tão grande, que acabou virando bagunça, um abuso do próprio direito. Coisa semelhante se observa ao iluminarmos uma grave e histórica questão em discussão no mercado de trabalho: o assédio moral. Há muitas empresas onde os 'capatazes' (neste caso, não são gerentes, são capatazes mesmo) tratam os funcionários a pau e chicote, esculachando-os diariamente e os forçando a cumprir metas inexequíveis. Esses exageros, e o despreparo das empresas e seus gestores para lidar com pessoas, acabam causando sofrimento, doença e desgaste aos seus subordinados, e acredito que casos como esses devem ser objeto de denúncia e apuração, sem sombra de dúvida. Mas há uma parte crescente da claque sindical que, puxando a brasa um pouco mais para a esquerda, acredita que toda ação de um gerente sobre seu funcionário para melhorar-lhe o desempenho é assédio moral. Se o cara vive passeando, não faz o serviço direito, fala mais que o homem-da-cobra, não tem responsabilidade com nada, e o gerente chama o cara num canto para cobrar dele uma postura compatível com o que a empresa espera dele, o gerente é denunciado ao sindicato como assediador. Até o coitado do gerente provar que não se trata de assédio... Outra novidade: agora, também se considera o contato entre um gerente e um funcionário, durante o período de greve, sob qualquer pretexto, um ato de assédio moral. Segundo esta nova interpretação deles, todos os deveres do funcionário em greve para com a empresa ficam irrevogavelmente suspensos durante as paralisações - se houver uma necessidade premente e um gerente tentar contatar um funcionário durante a manifestação, poderá ser denunciado como assediador ao Ministério Público do Trabalho. O engraçado é que, sob esta mesma régua, acredito que poderíamos considerar como assédio moral ter o direito de ir e vir impedido por barreiras e piquetes, tanto quanto classificar como assédio moral o fato dos representantes sindicais distribuirem cartas para dizer que "estão de olho" nos gerentes. Aiai... Acredito que, mais uma vez, estamos caindo naquela esparrela do abuso do direito - a mesma que está destruindo uma geração toda de crianças e adolescentes, a "geração sem limites", onde há dois pesos e duas medidas: Robin Hood é menos ladrão e mais herói, apenas porque está do lado de lá, o do proletariado. Eu vivo dizendo que um dos graves problemas do Brasil é vivermos em um Estado de Direito. Na minha opinião, estaríamos muito melhor se tivéssemos um Estado de Deveres, como no Japão, na Dinamarca, na Alemanha. Até tenho um post com esse título, "Um Estado de Deveres", escrito em 11 maio de 2008. Se quiser matar a saudade, clique aqui e visite. Ou seja, como também já disse mais ou menos na mesma época do ano passado (todo ano é a mesma porcaria, e eu não consigo me acostumar), a moral deles está acima da minha moral conservadora.
Escrito por Tulio às 09h45 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Chaos AD Hoje de manhã, o ônibus que me leva até o trabalho (linha 513) estava mais cheio que o habitual. Ainda no meio da cidade, minha aprazível Sobradinho, já era difícil achar um lugar para se acomodar de pé. Quando o ônibus apontou para a rodovia, tinha virado uma lata de sardinha. Um pequeno congestionamento se formava às seis e trinta e cinco da manhã, causado pelas obras de ampliação da BR-020 – há dois desvios para a construção de viadutos. A ida nunca me preocupa; problemática mesmo é a volta. Geralmente, passam dois ou três latas de sardinha que não param no meu ponto, e a lata de sardinha que geralmente pára me faz viajar pendurado na porta. O congestionamento do retorno é menos condescendente, tanto pela morosidade do trânsito, como pelo maior desconforto da posição, e mais: o odor dos passageiros é muito menos agradável. Saio do trabalho às seis e meia, chego após sete e meia da noite, transportado de modo indigno. E caro. O congestionamento diminuirá quando as obras de ampliação da Via EPIA e da BR-020 forem concluídas. Acontece que um eco-chato inventou que o impacto ambiental da ampliação condenará à extinção o besourinho maltês do cerrado, e com isso conseguiu embargar as obras que melhorariam a vida de dezenas de milhares de pessoas. O eco-chato não lembrou da quantidade de CO2 emitido pelos carros parados no congestionamento, que deixaria de ser emitido se o trânsito fluísse. Aliás, sempre há um chato. Ainda há de se fazer um estudo científico comprovando minha tese, de que a quantidade de chatos no mundo é diretamente proporcional à quantidade de homens com disfunção erétil. Tem um chato, morando no mesmo prédio que eu, jogando nesse time: reclama do Landau guardado na garagem, reclama do síndico, reclama da construtora, quer botar todo mundo na justiça. E cabeça de juiz é que nem bunda de bebê: você nunca sabe o que vai sair de lá. Nosso Judiciário adora esses chatos, cria jurisprudência para eles, sobrevive às custas deles. Fazer-se o quê? A mãe da Sângela passou mal num domingo desses. Encaminhada ao HRP (Hospital Regional de Planaltina), viu com os olhos sonolentos e fracos os portais do feudo do capeta: às quase duas da tarde, ainda repousava sobre o monte de fichas a atender o registro de um paciente que adentrara a emergência às sete e quarenta da manhã. O ambiente imundo e mal conservado combinava com o aspecto moribundo dos que aguardavam, com paciência bovina, a misericórdia do único médico que ali trabalhava. Ato contínuo, fomos ao HRAN (Hospital Regional da Asa Norte). Lá chegamos às duas e quarenta, e de lá saímos às sete e meia, sem conseguir atendimento. As cinco horas de espera, aliadas ao sanduíche vendido pelas banquinhas grotescas à porta da emergência, curaram-lhe o mal súbito. A automedicação não é uma irresponsabilidade – é uma possibilidade, haja vista a situação em que encontramos a saúde pública. E a privada também: a CASSI têm dado mostras inequívocas de maus tratos contra seus credenciados, e a revolta dos prestadores de serviços já causa graves consequências. Boa parte dos bons médicos, que no passado atendiam nosso plano de saúde, desligaram-se por causa não apenas dos baixos valores pagos por consulta, mas também pelo fato de a CASSI não efetuar os pagamentos no tempo correto – a “glosa”. Sistematicamente, os valores cobrados pelos prestadores estão sendo suprimidos, questionados (como se diz no jargão, “glosados”), e o ônus da prova têm cabido ao médico e ao hospital, que demoram muito para receber os valores devidos. Quando questionados, os diretores da CASSI dizem que tudo vai bem, obrigado, e cada vez mais o funcionário do BB tem que botar a mão no bolso para ser atendido com decência e dignidade por bons profissionais. Dois amigos perderam seus Fuscas há pouco tempo. Foram roubados. Aliás, quando um Fusca some, é quase impossível localizá-lo inteiro: desmonta-se um carro desses em uma hora e meia. As rodas são usadas para fazer carroças, trailers, carretinhas. O motor pode ser usado para tudo, até para fazer ultraleves. O chassis serve para fazer buggies. A carroceria, se bem cortada, pode ser distribuída aos pedaços nos ferros-velhos da cidade. Não tenho os números oficiais de roubo e furto de Fuscas no Distrito Federal, mas tenho ouvido cada vez mais casos – meu sentimento é de que tem aumentado, juntamente com assaltos a estabelecimentos comerciais, sequestros relâmpago, estelionato, pedofilia, etc. Para deixar o Fusca mais em casa, protegendo-o da ação dos ladrões, e para sair dos ônibus superlotados, encomendei um carro. Vou passar a fazer como todos os demais brasilienses: usar um carro de pouco mais de uma tonelada para me locomover sozinho, de casa para o trabalho, e do trabalho para casa. Mais congestionamento. Pelo menos, estarei confortavelmente sentado, ouvindo minhas músicas favoritas. O problema é que a encomenda demora para ser atendida – o contrato de reserva afirma que “o prazo para entrega poderá ser modificado sem prévio aviso”, e o IPI dos veículos aumentará no próximo dia 30. Paciência. A concessionária que me vendeu o carro faz parte do Grupo Esave, que também é dona de várias empresas de transporte coletivo. Para escapar dos ônibus, também damos dinheiro a eles. Esse IPI que vou pagar na compra do Punto servirá para melhorar o transporte coletivo, dar atendimento à saúde de qualidade para os cidadão e oferecer segurança às nossas esposas, às nossas filhas e aos nossos Fuscas. Tanto quanto o imposto de renda que nunca consigo restituir, o ISS pago nas faturas de telecomunicações, e o ICMS recolhido quando faço compras no supermercado. Ah, e uma parte desse dinheiro também ajudará a fazer tudo que precisa ser feito para que possamos sediar, com brilhantismo, a Copa de 2014 – não nos falta tanto assim. Se a África do Sul pode, por que é que nóis num pode? Para aliviar essa sensação de impotência e de revolta, este vazio imenso causado pela desesperança no amanhã, e afastar da mente as imagens do caos cotidiano, que insistem em se materializar dia após dia, você pode recorrer aos calmantes, às drogas, ao álcool – estes sim vão muito bem, obrigado. Eu, que cansei de dar murro em ponta de faca, faço-me rir como a hiena, aquele simpático e adorável bichinho que come carniça e ri sem parar.
Escrito por Tulio às 19h56 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Blog abandonado Desculpem, meus caros leitores. Meu blog está abandonado. Me diz o Google Analytics que não estou fazendo falta para muita gente - praticamente ninguém visita este espaço, e aqueles que visitam são pessoas da minha convivência, que já sabem como estou, o que ando aprontando, quais são os novos projetos, os sonhos. A casa vai muito bem - a sala de estar está quase pronta, faltam alguns detalhes de decoração e o quarto de hóspedes, e estes terão que esperar, pois a nossa mudança de local de trabalho (do final da Asa Norte para o SIA) não tarda e precisarei de um outro carro para ir até lá - de Pimentinha, todo dia, é uma judiação. Preciso de um outro carro. É meio absurdo que um único ser humano tenha dois carros, mas é impraticável ir para o Setor de Indústria e Abastecimento usando transporte coletivo, e se fizer isso com o Fusca todo santo dia, acabo com ele. Todos os projetos aqui de casa ficam suspensos até segunda ordem, preciso comprar um carro. E, ao que tudo indica, será um Palio. Falando em Pimentinha, eis aí um grande projeto para o ano que vêm: sua restauração. As últimas coisinhas que fiz nele foram consertos de mecânica, preventivos, além de pequenos mimos estéticos. Nada realmente significativo. Ano que vêm, vou encostá-lo para uma reforma integral, passando por funilaria, tapeçaria, mecânica, elétrica... tudo. Assim que ele sair da oficina, será novamente um veículo em estado de 0km, para passear nos finais de semana e ir aos encontros. O outro, provavelmente o Palio, será o 'burro de carga', aquele que vai pra ralação todos os dias. O abandono do blog se deve, essencialmente, a uma vida muito mais corrida. Durante a semana, trabalho duro e puxado no Banco (a Nossa Caixa vêm aí, há muito por fazer) de manhã e à tarde. No comecinho da noite, passo em casa para trocar de roupa e ir para a academia, cuidar do corpo e da mente. Na volta, só há tempo para banho, lanche e cama. Nos finais de semana, dou umas saídas com a Sân, ou assitimos filmes, passeamos por aí, curtindo a vida - afinal, ninguém é de ferro. Tempo pra parar em frente ao computador e escrever sobre a vida é o que tem me faltado, especialmente agora, que não tenho mais notebook - o meu cumpriu sua missão aqui na Terra e foi solenemente substituído por um desktop. Requiescat in pace, HP. Mas é uma fase virtuosa, de bastante equilíbrio entre corpo, mente e espírito, de término de uma reconstrução que ficou marcada nas primeiras linhas deste blog, ainda em maio de 2007. Uma fase meio 'punk' em termos de volume de serviço, mas nada que um belo anxiolítico e umas aspirinas não ajudem...
Acho que blog perdeu o sentido: já não tenho tanta vontade de escrever como antes. Acho que o objetivo dele está cumprido: cobrir os dois anos da virada. Ponto final. Volto de vez em quando pra dizer como andam as coisas. Escrito por Tulio às 15h32 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Tulio Lazarini talks to himself show [4] TL – Como você descobriu sua vocação profissional?
Escrito por Tulio às 19h40 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Tantos caminhos...
Escrito por Tulio às 21h51 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Tulio Lazarini talks to himself show [2]
TL – A crise econômica mundial causou muito menos estragos ao país do que a crise Russa, no final da década passada. É uma prova de que a economia brasileira é mais resistente? Tulio – Sem sombra de dúvida. Na época em que a Rússia passou por um momento turbulento, o Brasil tinha uma política de câmbio equivocada, uma política fiscal confusa e não tinha uma política econômica clara. O Plano Real trouxe estabilidade monetária ao país, mas não trouxe estabilidade financeira. O país evoluiu um bom tanto de lá para cá – passamos a discutir Lei de responsabilidade fiscal, reformas na previdência social, superávits primários e metas para inflação, crescimento e taxa de juros. Há um longo caminho pela frente, mas ao menos estamos no caminho certo. TL – Mas esse caminho não leva a uma maior concentração de renda? Os resultados dos bancos e das grandes empresas têm evidenciado ganhos astronômicos, que são condenados pela opinião pública. Tulio – O único regime sócio-econômico que não gera concentração de renda é o anárquico. O regime capitalista gera concentração de renda para os empresários, e o regime comunista, para o Estado. O brasileiro tem a cultura desagradável de condenar a prosperidade das empresas, e até de outras pessoas. Se alguém está bem de vida, o brasileiro diz de cara: “esse aí deve estar roubando pra caramba”, quando na verdade está trabalhando e construindo o progresso do Brasil. Oras, se a Companhia Vale do Rio Doce consegue lucrar US$ 20 bilhões num ano fiscal, eu acho excelente, pois assim ela pode manter suas atividades, investir em novas jazidas, contratar mais pessoas, criar tecnologia. O mesmo se aplica à Petrobras, ao Bradesco, ao Banco do Brasil, à Votorantim. Quando as empresas dão resultado recorde, significa que o mercado em que elas estão inseridas vai bem, e está havendo geração de riqueza. Com certa concentração, é verdade, mas parte dessa riqueza gerada está se transformando em bens e renda para a sociedade como um todo. Isso é muito bom. Não sou partidário da filosofia “quanto pior, melhor”. TL – E quais são as perspectivas para a atividade econômica brasileira no futuro? Tulio – Acho que, em termos de infraestrutura, nosso país vive em agonia. Temos estradas ruins, portos e aeroportos caros, energia insuficiente, matéria prima de má qualidade. O anunciado programa de aceleração do crescimento poderia ser uma solução a médio e longo prazos, mas os resultados práticos desse programa ainda não chegaram – tenho certo receio de que o PAC seja apenas uma sigla que os petralhas usarão como muleta de campanha. Nossas ferrovias estão em estado lastimável, só não acabaram porque almas iluminadas privatizaram as quase finadas RFFSA e FEPASA. Acredito que novas malhas ferroviárias, se construídas, barateariam o custo do frete. Outro grande entrave é nossa política tributária, extremamente complexa e que onera em demasia o setor produtivo, não apenas o imposto em si, mas o custo e esforço necessários para que as empresas cumpram suas obrigações tributárias e não corram o risco de serem autuadas pela Receita. O congresso nacional já possui, para apreciação e votação, várias propostas de reforma tributária, que se arrastam há anos e não são votadas, tanto pela ignorância dos deputados, que desconhecem a legislação tributária atual e, portanto, não conseguiriam compreender as mudanças propostas, como pela inoperância do Poder Legislativo, que é um ser antropófágico: se autoconsome pelas denúncias, escândalos, irregularidades, CPIs... TL – Então, o futuro econômico brasileiro é incerto? Os investidores estrangeiros correm grande risco quando pensam em iniciar novas atividades por aqui? Tulio – Nosso futuro, na minha avaliação, é ligeiramente sombrio. Países emergentes, de ponta, possuem quatro coisas em que nós, brasileiros, ainda estamos engatinhando: (a) infraestrutura para produção; (b) legislação ambiental, tributária e trabalhista que incentiva a atividade produtiva, sem no entanto trazer prejuízos aos cidadãos; (c) mercados locais maduros, exigentes e com demanda aquecida; e (d) recursos materiais e humanos com a qualidade adequada. De todos esses itens, o que mais me preocupa é a questão do material humano. Países como a China, a Índia e a Rússia investem pesado na educação de suas crianças, transformando-as em cidadãos esclarecidos, que formarão mercados locais maduros e exigentes, e que serão a força motriz de uma indústria capaz de inovar, de agregar valor àquilo que fazem. No Brasil, a educação está indo de mal a pior, e não teremos, nos próximos vinte anos, cidadãos capazes de dar competitividade às empresas brasileiras no cenário global. Com isso, nossa renda per capita cairá, e nossos mercados locais serão débeis, pequenos. Veja o exemplo recente: bastou uma redução do IPI para que as pessoas fossem às compras, buscando geladeiras e fogões novos, como se o Brasil fosse o Haiti. TL – E o investidor estrangeiro? Tulio – Ah, sim... como ia dizendo, o Brasil precisa ter mão de obra especializada e de qualidade, uma desoneração tributária, uma legislação mais adequada à nova realidade econômica global. Sem esses pré-requisitos, será muito difícil atrair investimento estrangeiro não especulativo. Hoje, o capital vem e vai de acordo com as ondas de confiança do mercado monetário – ações, debêntures, derivativos, moedas, commodities... Mas num ponto somos muito bons: respeitamos a iniciativa estrangeira. Mesmo com o Lula lá, nunca se cogitou a possibilidade de expropriar uma empresa multinacional em solo brasileiro, como os lunáticos do Hugo Chávez e Evo Morales fizeram em suas republiquetas. Isto dito, e tendo em vista a nossa estabilidade política e econômica, acho que o Brasil é, e continuará sendo no futuro, um porto relativamente seguro para o offshore. TL – E você traduz esse sentimento na composição da sua carteira de investimentos? Tulio – (Risos) Sim, procuro traduzir. Tenho um plano de previdência com co-participação do meu empregador, e a partir desse ano poderemos escolher um perfil de investimento para os recursos aportados. Vou apostar em multimercados e em renda variável, além da tradicional renda fixa. Acho que trará bons resultados nas próximas duas décadas, onde o nosso país tenderá a assumir um papel mais importante na macroeconomia global. E, por outro lado, é importante financiar a atividade produtiva, o que fazemos quando investimos em títulos privados, como debêntures, por exemplo. Acho muito mais bacana que ficar brincando com TesouroDireto, para financiar unicamente a dívida pública. TL – Alguma grande aposta para essa próxima década? Tulio – O mundo está repensando a questão ambiental. Nessa área, o Brasil tem um potencial enorme, e praticamente inexplorado. Acho que temos muito a oferecer com biocombustíveis, energia limpa, créditos de carbono, preservação ambiental e conservação de água doce. A economia tradicional, como a conhecemos, deverá passar por radicais transformações até a metade deste século. Olhando ainda mais para a frente, vejo nosso país como uma espécie de Arca de Noé. Vamos ver no que vai dar.
Escrito por Tulio às 15h38 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Tulio Lazarini talks to himself show [1]
TL – No seu blog, é comum encontrar passagens onde você fala com indignação sobre política em geral, e mais especificamente sobre o governo Lula. De onde vem essa indignação? Tulio – Acho que sou um brasileiro inconformado. Gosto muito de política, e tenho ciência absoluta dos desdobramentos das ações políticas sobre a vida prática das pessoas. Minha indignação vêm do fato de ter trabalhado para eleger um governo que representasse os anseios dos trabalhadores, que não compactuasse com qualquer modalidade de corrupção, e ter como resultado um dos governos mais corruptos da história da República, e que traiu toda a classe trabalhadora brasileira. TL – Mas o Lula continua detendo grande carisma junto à classe trabalhadora, e sua popularidade é crescente. Tulio – Depende do que se possa definir como classe trabalhadora. Se você pensar em sindicalistas e terroristas do MST como pretensos pertencentes à classe trabalhadora, e não à classe aproveitadora, você terá uma ampla base de apoio ao presidente Lula. Minha definição de trabalhador é aquele cidadão que mora nos centros metropolitanos, acorda cedo, pega dois ônibus lotados, trabalha o dia inteiro, volta nos mesmos dois ônibus lotados e chega em casa apenas para jantar. Esse trabalhador paga uma quantidade de impostos nunca antes vista na história desse país, e continua tendo escola de má qualidade para seus filhos, saúde deficiente, problemas de infraestrutura, segurança pública precária, falta de esperança. Eu imaginava uma grande mudança para esse segmento da sociedade, do qual faço parte, e tivemos como resultado uma grande frustração. TL – Então, o governo FHC foi melhor que o atual? Tulio – Eis o problema: ambos se equiparam. Quando coloquei a estrela do PT no peito em 2002 e pedi votos para o Lula, acreditava que seu governo seria a antítese do Fernando Henrique Cardoso. Porém, Lula manteve a austeridade fiscal e uma política econômica responsável, mas iniciou um agigantamento sem precedentes do Estado brasileiro, sob a falsa premissa de que essa estrutura aumentaria a qualidade dos serviços prestados ao cidadão. Agora, temos uma máquina estatal gigantesca, repleta de incompetentes, e precisamos pagar a maior carga tributária da história do país para manter esse elefante de pé. TL – Mas uma das acusações que recaíam sobre o FHC era justamente a operação de desmonte realizada nos serviços públicos. Essa não foi uma mudança positiva? Tulio – Não. O fator fundamental para melhorar a qualidade do serviço público não é a quantidade de pessoas que estão na repartição, mas a gestão de processos. Com menos burocracia, processos mais ágeis e uso intensivo da informatização, poderíamos produzir muito mais com despesas de pessoal sob controle. Não defendo o estado mínimo de FHC, e muito menos sou favorável à criação de um estado inchado e ineficiente como o atual. Achei que o Lula traria racionalidade ao Estado brasileiro, e me enganei redondamente. Defendo o que o Arruda faz no Distrito Federal, e essa foi uma grata surpresa. TL – Mas o Governador José Roberto Arruda é do Democratas, um partido de direita. Como justifica ter apoiado um partido de esquerda em 2002, e agora admirar o trabalho realizado por um opositor? Tulio – Antes de mais nada, o Brasil não tem partidos da direita e esquerda clássicas. A política brasileira é uma Torre de Babel. O Arruda, por exemplo, mantém programas de distribuição de renda e de segurança alimentar que poderiam ser atribuídas a um governante de esquerda, enquanto Lula segue à risca uma receita de política econômica e responsabilidade fiscal tipicamente encontrada em governos de direita. Isto observado, acho muito interessante o modo de governar do Arruda: é um homem austero, realizador, responsável. Quando os professores inventaram de fazer greve aqui no Distrito Federal, para exigir o cumprimento de uma lei inexequível nas atuais circunstâncias de queda de arrecadação e crise econômica mundial, ele mandou cortar o ponto dos grevistas e convocou professores substitutos, para manter as escolas funcionando. Isso é o que eu espero de um governante, e não que o grevista tire férias remuneradas, como acontece no judiciário federal, por exemplo. TL – E o que você diz do episódio da violação do sigilo do painel do Senado, no qual o Governador Arruda esteve envolvido? Tulio – Uma escorregada indesculpável, e um dos motivos pelos quais não votei no Arruda para governador, acabei votando na Maria Abadia. Teria me arrependido amargamente caso ela tivesse sido eleita, tal como me arrependi de ver o Lula presidente. TL – E um homem como Arruda, poderia ser o próximo presidente da república? Tulio – Acho que não. Para ser honesto, estou refletindo sobre essa questão. Não vejo, para 2010, nenhuma grande liderança política que reúna as qualidades que julgo importantes para um presidente. José Serra é um nome de peso para derrotar esse PT stalinista que se aboletou no poder, mas entendo que Serra não seria um grande presidente. Ele é um tucano, vai fazer um governo com aquela cara típica de PSDB. Arruda é um nome regional, e para governar um país como o Brasil, é preciso ter projeção nacional e apoio do Congresso. Esse homem, nas atuais circunstâncias, eu realmente não sei quem é. Nosso país carece de grandes líderes. TL – Mas o Brasil tem grandes líderes empresariais, é um país de ponta quando se fala em gestão. Por que esses líderes não estão presentes na política? Tulio – Ninguém quer se misturar. Antônio Ermírio, um nomão, andou flertando com a vida pública na época em que o Brasil voltou à democracia, mas logo jogou tudo para o alto, assim que viu em detalhes como funciona nossa política partidária. Sílvio Santos também abandonou. E, antes de morrer, já desgostoso, o Senador Jefferson Peres deixou a mensagem definitiva: não queria mais concorrer a mandatos eletivos porque a política brasileira passou a ser formada, via de regra, pela escória da nossa sociedade. Uma pena. TL – Alguns nomes que você cita, como Antônio Ermírio, Arruda e Jefferson Peres são nomes da direita brasileira. Você se considera um direitista? Tulio – Gosto muito da definição contemporânea de "direitista" do Reinaldo Azevedo, e me enquadro nela: defendo a Lei, a disciplina, a ordem, o progresso econômico, a propriedade e iniciativa privadas, as liberdades individuais e um certo grau de liberalismo econômico, respeitados certos limites amplamente aceitos estabelecidos pelo pensamento social-democrata. Se eu estivesse nos Estados Unidos, diria que tenho pensamento democrata, e na Inglaterra, eu seria um quase-socialista - ou seja, um pensamento mais à esquerda, de quem direcionaria suas ações políticas em favor das pessoas e do interesse coletivo, mas sempre respeitando a Lei e o direito alheio. Aqui, a esquerda quer esculhambar o país, e sou radicalmente contra. Lembra do que falei sobre o fato da política brasileira ser uma verdadeira Torre de Babel? Então. Não me identifico com nenhum partido político brasileiro, mas com alguns homens e mulheres que pensam como eu.
Escrito por Tulio às 14h47 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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